quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O grande artista

Não sabemos necessariamente e natureza intrínseca das chamadas leis físicas, mas sabemos como prever comportamentos e entender como interagir com, de fato só descrevemos as leis, a descrição está ligada com a nossa observação de mundo, se acharmos algo novo, devemos mudar a descrição, assim como foi feito pelas Teorias da Relatividades, novas observações não eram descritas por Newton, mas os trabalhos de Einstein expandiu nosso entendimento gravitacional.

Com isso podemos afirmar que a Física é uma representação humana, tal qual a a musica, a pintura e o teatro, o físico é um artista ao seu próprio modo, usando das ferramentas adquiridas por séculos de estudos, empenho e, princialmente, suor podemos reconstruir o mundo em algumas linhas de um pedaço de papel ou em um código de C, desde as partículas e suas lagrangianas do Modelo Padrão até as ondas sonoras das sinfonias de Bethoven e Mozart. A física é nossa representação mais concreta e abstrata da realidade, a QED consegue calcular o spin giromagnético de um elétron com precisão de 14 casas decimais, é o mesmo que saber a distancia entre o centro de massa da terra ao da lua com 10 micrômetros de precisão, embora os cálculos em si envolvam conceitos e formulações demasiadamente avançados e ao primeiro olhar não parecer significar nada, infelizmente é um arte que poucos podem apreciar em todo seu esplendor.

Uso "Grande" artista no titulo não por desfazer dos atores, cantores e instrumentalistas, mas para exaltar a natureza paradoxal da arte física, e por isso ouso a dizer que o físico é o mais inglório dos artistas, não o melhor, não o mais conciso, afinal comparar estilos de arte não é algo justo, uma vez que arte varia de acordo com contexto dela própria, da percepção de mundo do estilo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Uma tentativa no ensino de astrofísica

Seguindo o método de Paulo Freire para a alfabetização me propus a criar algo parecido para o ensino de astrofísica – em específico,mas talvez possa ser usado nas ciências exatas como um todo. Reexistencialização foi algo que me tocou ao ler “Pedagogia do Oprimido” nele as palavras são agentes fundamentais da existência, ou melhor, da percepção de existência, algo como visto em “Famigerado” e “Vidas Secas” nos quais o domínio da língua tem papel fundamental na expressão e percepção do indivíduo: “Gosto de discutir sobre isto porque vivo assim. Enquanto vivo, porém, não vejo. Agora sim, observo como vivo.”. Como provocar reexistencialização com tópicos de astrofísica? O que seria o análogo em ciências exatas à palavra/vocabulário?
As funções e transformações seriam as palavras, o vocabulário se manifesta nos tensores e espaços geométricos, mas num nível mais sofisticado, não podemos esquecer que para entender isso o básico da matemática é construído em 12 anos de escola e muitas vezes de modo insatisfatório para meio acadêmico, no sentido de ser demasiadamente diferente do que é primado nas ciências de base. Vamos reconstruir a matemática,reexistencializa-la, tornar o individuo consciente.
Um pequeno causo: Tendo sido letrado desde cedo o choque de realidade em perceber que a língua é um meio poderoso de se moldar o mundo não foi vivenciado por mim, mas sim aprendido e entendido, toda via eu vivenciei a mudança de paradigma em saber um matemática robusta – mesmo que a duras penas – como é o caso da maioria dos alunos de Matemática e Física quando descobrem Analise e Cálculo em Superfícies. O problema está nas duras penas, avançar no curso
sem compreender de fato o que se está acontecendo em uma derivada, limite muito se deve a matemática desenvolvida nos anos escolares, apenas contas, calcule fração: 100087477/9874544,5 , some esses dois polinômios, as vezes contas ridículas de desnecessárias e típicas das asquerosas questões  de matemática do ENEM. A minha contra proposta é baseada um destrinchamento de conceitos de funções, gráficos, e operações como derivada e integral, mas deve se levar em conta a capacidade de aprender do aluno e de testar o conhecimento dele: “Estudos dirigidos”.
O método de Freire consistia em usar palavras do dia a dia do alfabetizando e desmembra-las mostra a relação de sufixos e prefixos, os radicais, aumentativo e diminutivo a fim de que percebendo esse padrão de formação de palavras crescesse interesse por conhecer mais para descrever o seu mundo. Para matemática mostrar a construção desde de os estágios iniciais até a aplicação de cada pequena formula e conceito deve ter o mesmo efeito em nutrir sede de saber mais sobre a estrutura matemática das coisas.
Em suma, para ensinar astrofísica em meu curso devo criar um mini curso inicial de matemática básica, construída aos poucos, com motivações antes de mais nada e a formulação, a definição e por fim a aplicação, isso para cada pequeno conceito, questões desafio também são bem vindas: um problema mais difícil e uma raspagem no próximo tema servem para evidenciar a evolução do aluno, principalmente para ele mesmo, para que possa se libertar como ser matemático.